A Rosa e o Girassol
Numa
plantação de cravos e margaridas, algo inusitado aconteceria. Algo que mudaria
aquele lugar para sempre. Quando repentinamente ela brotou... Desabrochou a
Rosa!
Oh!
Que bela rosa diziam todos, por todo o campo.
E
não houve aquele que não a desejou, ou ao menos admirou sua exuberante e
singular beleza. Como pôde a natureza fazê-la tão linda?
Era
tal o seu encanto, que logo se tornou a flor preferida, pelas abelhas, e pelos
beija-flores, pois além de tão graciosa, era também doce o néctar que havia por
entre as suas vigorosas pétalas...
Foi
um espanto quando Rosa casou-se com um Girassol de outro campo distante. Um
verdadeiro vexame...
O
Girassol se recolhia, adormecia quando se escondia o sol, e Rosa era por demais
vaidosa, e adorava chamar a atenção, dançando com os cravos sob a chuva. Então
o Girassol com o coração espinhado, de ciúmes sucumbiu. Ele que gostava só de
sol, lançou seus ramos pelas ruas, e foi morar perto do rio.
Rosa
não bem cuidou dos filhos, aos netos não deu carinho. Bisnetos? Nem mesmo os
conhecia. Mas o tempo passava... A beleza aos poucos lhe escapulia... E a formosa Rosa
envergou, e murchou sozinha.
André Barros.
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