Se
eu soltar a imaginação,
devo
desde já te avisar:
Talvez
a viagem seja longa,
e não possas me acompanhar...
Se eu
soltar a imaginação,
atravessarei
os desertos
e pelas dunas escaldantes
em
um camelo intrépido,
farei
uma busca incessante
de um oásis inda disperso,
aonde irei me deleitar...
Depois adentrarei às matas
com o antigo afã de plantar...
Espalharei as sementes,
que germinarão em toda gente
o intento maior de preservar...
Irei galopar num cavalo de aço
pela
areia branca do mar,
como
fosse o próprio asfalto,
só
para sentir a brisa no rosto
e o
cheiro bom da maresia,
a qual me põe a sonhar...
Depois
vou navegar os oceanos
e com uma formosa sereia,
conhecer
as profundezas
dos tesouros que estão por lá;
Então
vou subir tal qual foguete
direto
para a superfície lunar,
da
lua saltarei nas estrelas,
uma
por uma,
ou
quem sabe um cometa
se
disponha a me levar,
por
todo o universo...
Lá o
tempo é tão somente
um
relógio incerto e quebrado,
que flutua na parede do espaço
sem
nada mais determinar!
E quando
enfim chegar
ao
trampolim do infinito,
num
abismo invisível
irei
mergulhar...
Porque
tudo que eu sou
é a
própria natureza,
e nela hei de me encontrar...
Se eu soltar a imaginação,
até podes não acreditar...
Mas será incrível!
Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André L.B. Barros - (Álvaro Cosmo Filho).