segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Cores de esperança

Deveria ter construído
minha casinha branca
quando ainda era verão,
e o sol sorria para mim...
Agora neste rijo inverno,
uma volumosa lama
acumula-se no leito vão,
sobre o vale fértil em mim;

Ah! Se eu tivesse erguido
ao menos uma cabana
quando na alta estação,
não me tomaria o frio assim,
com carrancudo céu coberto
de nuvens e cinzas tantas...

Inda sonho com outro verão!
Com o despertar risonho enfim,
de um fagueiro domingo...
E o eco dos risos das crianças
no ir e vir dos balanços da praça
junto às flores da primavera,
vivazes cores as da esperança!


Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André Barros - (Álvaro Cosmo Filho).

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