segunda-feira, 30 de julho de 2018

A paz da infância

Que venha nos ares doces d’aurora!
a paz da infância (que não tive),
a paz pura e simples que permite
o despontar suave das horas...

Que venha até mesmo agora!
A paz que nem sei se existe...
a paz que uns dizem voar livre,
pelo azul do céu mundo afora...

Mas às vezes ante o azul céu
pairam as nuances do cinza,
e as asas recolhem apressadas...

Aguardam o temporal encolhidas,
as brancas asas então represadas...
Mais tarde somem no imenso véu.

Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André L.B. Barros - (Álvaro Cosmo Filho).

Nenhum comentário:

Postar um comentário