Plantei o fruto do cajueiro,
então veio alguém
e sem razão o arrancou...
Plantei semente de goiabeira,
daí por puro despeito,
alguém novamente ceifou;
Por que tamanha aversão
à verdura que brota da terra?
Se ela nos dá alento meigo...
Ó controversa ilusão!
Viver entre cinzas e pedras,
sem atinar o que vem primeiro...
Pobre alma infeliz!
Não faz conta do segredo
que há nas estrelas...
Nem mesmo é capaz de sentir
o afago dum verde sombreiro...
Pobre alma infeliz!
Quando se renega a natureza,
opera o mesmo para si!
E tudo mais há de sangrar
ao arruinar o sagrado
seio.Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André L.B. Barros - (Álvaro Cosmo Filho).
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