É
deveras triste a velhice,
se alguém
a alcança
sem
mais ter uma família,
quando
nenhum amigo sobra...
De
repente num abrigo se acorda
e prova da impiedosa solidão
na
plenitude de sua forma.
A
angustiante inércia
e a
indiferença das horas,
cada
qual por sua vez devora
a lucidez que ainda resta...
A
morte passeia por todo lado,
espreita
até uma simples queda!
Às
vezes num batente qualquer,
astuta
e sorrateira ela mora.
Medos,
arrependimentos,
amarguras,
ressentimentos...
são
sombras que desfilam de dia
e pela
noite o peito senil sufoca...
Se
houvesse mais compaixão!
Mais
paciência e boa vontade...
seria
menos atroz o limiar da vida
daqueles
que estão velhos e sós,
apenas
aguardando o momento
de deixar o penoso leito e ir embora.Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André L.B. Barros (Nação das Estrelas).
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