quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

O clamor das montanhas (Aos corruptos)

Lá do alto das montanhas
Escutai os aflitos uivos,
que a ninguém mais espanta...
Rasga-se sem dó a carne,
o rubro veio derrama
pela noite adentro...
Enquanto num distinto plano,
tereis sono tão sereno
em latentes e pomposas camas...
Escolheis o atalho desleal,
onde não há amor, não há valor,
o qual a vil gana inflama!
Mas eu sinto a dor e o dissabor
dos sonhos lançados à lama...
Sim, ainda ouço o clamor
lá do alto das montanhas!
Então o meu peito chora,
a minha alma sangra.

Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André Barros - (Álvaro Cosmo Filho).

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