Lá do
alto das montanhas
Escutai
os aflitos uivos,
que
a ninguém mais espanta...
Rasga-se
sem dó a carne,
o rubro veio derrama
pela
noite adentro...
Enquanto num distinto plano,
tereis sono tão sereno
em latentes e pomposas camas...
Escolheis o atalho desleal,
onde
não há amor, não há valor,
o qual a vil gana inflama!
Mas eu
sinto a dor e o dissabor
dos sonhos
lançados à lama...
Sim, ainda ouço o clamor
Sim, ainda ouço o clamor
lá do
alto das montanhas!
Então
o meu peito chora,
a minha alma sangra.Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André Barros - (Álvaro Cosmo Filho).
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