sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Soneto ao cigarro

Eu não quero mais aspirar
esse lixo tóxico e acre,
o qual serpenteia pelos ares
cobiçando me envenenar...

Quer minha mente escravizar!
Entranhar-se em minha nave,
e com o vil apelo do charme
o meu peito alvo manchar...

Sufocar o alento da brisa,
e corroer as minhas entranhas...
Até alcançar um dolente fim;

É carregado de artimanhas...
Atraentes sabores vêm a mim,
a fim de tragar minha vida.

Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André Barros - (Álvaro Cosmo Filho).

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