quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Na caverna de Platão

Ainda que alguém aponte
tão sublime luz que fulgura
ante a platônica caverna,
preferimos ver as sombras,
que tremulam na parede dela;
Um abismo se avoluma
em cada um de nós,
e lá eu ouço as correntes,
o ranger dos dentes...
Tanta dor, desespero, solidão...
Inferno que desde sempre
nós temos construído,
com as nossas próprias mãos!
Contudo ainda há amor,
há bondade, compaixão...
Nada está perdido!
Ainda há tempo de ascender...
De nos libertar da escuridão.

Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André L.B. Barros - (Álvaro Cosmo Filho).

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