quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Borboleta

Quando pus meus olhos
no inerte semblante,
o qual jazia frígido, pálido...
Assombrou-me imaginar
naquele atroz instante,
a ânsia dos vermes
que famintos o espreitavam,
para mais tarde devorá-lo!
E isto consumiu minha paz...
Mas em seguida me dei conta,
de que ela não estava lá!
Tal qual borboleta,
que o fugaz casulo abandona,
pelos azuis foi voar.

Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André L.B. Barros - (Álvaro Cosmo Filho).

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