Quão
nostálgico é o perfume
de
alvorada tão singela!
Vem o
sol ainda sereno,
abraçar a úmida terra...
Então recordo do velho jardim
e da hera no muro verdejante,
até
parece que foi ontem!
Mas
este não existe mais...
Margaridas
cheias de vida,
tão depressa murcharam...
Os girassóis
ficaram sós,
mais tarde também secaram...
E eu
vi tantos sonhos tomados
por um único
e cruel instante!
Outros
perduraram,
no
entanto em alguma altura,
serão forçados a cessar...
Porque
no rijo ruminar apático
e incessante do tempo,
irremediavelmente
todos se despetalam.Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André L.B. Barros - (Álvaro Cosmo Filho).
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