sábado, 22 de setembro de 2018

Velho jardim

Quão nostálgico é o perfume
de alvorada tão singela!
Vem o sol ainda sereno,
abraçar a úmida terra...
Então recordo do velho jardim
e da hera no muro verdejante,
até parece que foi ontem!
Mas este não existe mais...
Margaridas cheias de vida,
tão depressa murcharam...
Os girassóis ficaram sós,
mais tarde também secaram...
E eu vi tantos sonhos tomados
por um único e cruel instante!
Outros perduraram,
no entanto em alguma altura,
serão forçados a cessar...
Porque no rijo ruminar apático
e incessante do tempo,
irremediavelmente
todos se despetalam.

Publicado em: oasispoeticobrasil.blogspot.com.br
Autor: André L.B. Barros - (Álvaro Cosmo Filho).

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